quarta-feira, julho 03, 2013

Cinema: Caramba, ainda não vi Man of Steel. Felizmente, a minha expectativa não é alta.

Por problemas pessoais, ainda não vi o filme Man of Steel. Logo não posso dar uma opinião... justa sobre a última "entry" do lendário Super-Homem no cinema. Isto não invalida que eu não me tenha alimentado dos inúmeros artigos, as "reviews", os "Easter eggs" que revelam pistas da existência de outras personagens DC e pelo caminho um ou outro... "spoiler".
Quando Zack Snyder foi escolhido por... Christopher Nolan, estremeci. Entregar uma lenda como o Homem de Aço a um realizador tão pouco... consensual! Watchmen e 300, filmes da mesma
lavra de Man of Steel, são visualmente espectaculares, acção a rodos e de diversão garantida. Mas... algo ocos. São demasiado fiéis ao seu original. Embora não veja mal nenhum nisso, o último filho de Krypton está noutro patamar.
As esperanças da generalidade da internet não rebentaram a escala, embora existisse algum "barulho". Afinal, havia a chance de termos o espectáculo visual que Snyder proporciona, com Nolan a trazer a complexidade e uma inteligente abordagem ao mito. Mais: a "nerdosfera" queria (quer) o início o Universo DC no cinema! Principalmente, querem (queremos) a Liga da Justiça! Uma equipa de super-heróis com potencial para arrasar Os Vingadores. 
O que é facto é que Man of Steel não lança nada (pelo que li). Faz uma referência à existência de Bruce Wayne (pelo menos das Wayne Enterprises). Pelo que me apercebi, pouco mais há. Para os mais atentos, temos o Steel e a Supergirl. E a existência de Lex Luthor. Mas pesos pesados da DC... Nada!  
E a Warner Bros, detentora dos direitos da DC? Falaremos disso depois de ver o filme, mas como sempre, não se compromete com nada! Espera para ver e como na bilheteira está a correr bem (mas não tanto como esperado), está tudo a postos para Man of Steel 2. Mas só por isso! Não há um compromisso artístico com  a propriedade em mãos! 
Quanto a Man of Steel, falamos depois então!

quarta-feira, março 13, 2013

Questão sacramental para os fãs da DC Comics! Nolan & Bale de regresso?

Há uns dias, a notícia caiu que nem uma bomba. No sempre bem informado site Latino Review surgiu a informação que Christopher Nolan e Christian Bale podiam regressar ao universo estabelecido na trilogia de The Dark Knight, através de um futuro filme da Liga da Justiça, a ser lançado em 2015!
Com o lançamento este ano de Man of Steel, os fãs da DC Comics anseiam pelo sucesso do filme e que este seja o início da "viagem" que leve à junção do Superhomem, Batman, Flash, Wonder Woman, Green Lantern, entre outros, para formarem uma equipa que faça frente ao brutal sucesso de The Avengers, da Marvel. No entanto, esbarrando contra os desejos de todos, Nolan, o responsável por Batman (e também pela produção de Man of Steel) afirmou desde logo que The Dark Knight Rises seria o seu último do Homem Morcego (e que a trilogia seria mesmo finalizada) e que a Liga da Justiça estava completamente fora dos seus horizontes. Por seu lado, o oscarizado Bale manteve-se firme que um regresso à caverna só com Nolan. A decepção dos fãs foi total... Só uma réstia de alegria: o toque do realizador como produtor no próximo do Superhomem... Só.


No entanto, na semana passada o Latino Review largou esta bomba! E este site foi quem revelou em primeiríssima mão que Heath Ledger seria o Joker, quando ninguém sequer o sonhava. E ninguém os levou muito a sério. Ondas de choque se seguiram. Quanto a mim, este é o único caminho para a DC. A Liga da Justiça, se quiser "arrancar" seriamente, tem que aproveitar as fundações estabelecidas por Nolan na trilogia! É um universo claramente distinto da Marvel, é mais realista, mais próximo. O Bruce Wayne de Bale é um retrato brutalmente honesto da personagem, Gotham é uma cidade "próxima" e todo o mundo criado nesses filmes, pela sua complexidade e perfeição, são do nosso mundo! A mistura entre géneros, filme policial e superheróis, é fenomenal. E isso distingue claramente da Marvel, que tem um universo de fantasia. A Liga da Justiça pode trazer algo novo e Nolan é o homem para isso. Não digo que ele tenha que estar na realização, mas se estiver na produção e se der uns retoques no argumento, o triunfo é garantido. E Bale não recusará o papel, se o realizador britânico apertar com ele.
Há outra coisa que iria fazer muita gente chorar de felicidade nas salas de cinema (eu incluído): um encontro no grande ecrã entre Bruce Wayne e Clark Kent, Batman e o Superhomem! Se The Avengers é um enorme filme de superheróis de pleno direito, nenhuma das personagens lá contidas se compara com a dupla da DC, a famosa World's Finnest. Iron Man, Capitão América, Thor,etc, beneficiaram de bons filmes de introdução e isso foi o catalizador para os Earth's Mightiest Heroes. E foi fundamental para estabelecer o propósito da formação da equipa. Mas... o Batman está estabelecido na melhor saga de sempre e o Superhomem não precisa de apresentação. Ambos são maiores que a vida, mais relevantes que todos "os vingadores" juntos. 

(continua: Liga da Justiça, como?) 


domingo, março 10, 2013

Música: A~Ha- na saga 007 e na sua própria discografia.

Em 1987, saiu o filme 007 The Living Daylights, com o tema principal a ser da responsabilidade dos A~Ha. Na verdade, o tema que se ouve no genérico do filme é já uma 2ª versão, já que a original (contida no álbum de 88) foi rejeitada por John Barry (mítico responsável pela sonoridade dos filmes 007), que insistiu com os noruegueses para uma nova "roupagem". Podem ouvir essa música no vídeo.
Em 1985, os Duran Duran foram responsáveis pelo tema principal de "A View To A Kill". À época, os FabFive de Birmingham eram um dos nomes mais fortes da cena musical e juntar a relevância da Pop da New Wave com a sonoridade bondiana provou-se como o passo lógico desde o início, já que o tema do derradeiro filme de Roger Moore como 007 foi o único da saga a chegar a nº1 nos EUA ou no Reino Unido.  No caso, foi por terras do Tio Sam. Nem Skyfall o conseguiu (apesar de ter um prémio mais importante, um Oscar).  


Na senda dessa escolha, os responsáveis viraram-se de novo para uma outra banda pop que estava grande na altura, os A~Ha! Mas as coisas não correram bem no início. Na verdade, John Barry, que coescreveu a música, não gostou do tom demasiadamente pop/electrónico que a banda deu à versão inicial do tema. Faltavam os arranjos que caracterizavam os temas contidos na saga! Basta ouvir para percebê-lo. O tema, na sua versão inicial, está muito bom. Liricamente, é 100% Bond, é forte,  pode ser entendido quer na pele do vilão, quer na pele de James. Mas musicalmente parece que falta qualquer coisa para que a reconheçamos imediatamente... Assim, Barry insistiu na alteração dos arranjos musicais, algo que banda aceitou muito a contragosto, cedendo pois o compositor inglês tinha um enorme peso junto da produção e uma enorme e bem sucedida experiência no "ramo" Bond! E assim, surge a versão do filme. Oiçam aqui. A verdade é que apesar do desarranjo entre a banda e o compositor, as coisas avançaram e a colaboração acabou por ser bem sucedida. Na tabela do Reino Unido chegou ao 5º lugar e os A~Ha foram responsáveis por um dos mais fortes temas de toda a filmografia do agente inglês. E a banda,  vários anos depois, reconheceu que apesar da difícil relação, Barry foi fulcral no sucesso do tema e que o arranjo dado pelo inglês, nomeadamente ao nível das "cordas" foi uma melhoria, aproximado a versão inicial ao que era realmente pretendido.
Se The Living Daylights marca um novo capítulo na saga, isso é também  transposto para o nível musical, com ritmos que misturam os clássicos instrumentais de orquestra com o electrónico. E os A~Ha fizeram bem a ligação!

sexta-feira, março 08, 2013

Eis o trailer de Iron Man 3!

Ontem foi um dia em cheio para os fanboys da Marvel! Saiu o novo trailer de Iron Man 3. Quem quiser, espreite aqui, através do site Screenrant. 
À 4ª reencarnação de Tony Stark, o que nos poderá oferecer mais Robert Downey Jr? Iron Man 2, com todas as virtudes que teve, esteve bem longe do 1º! E em The Avengers o sucesso foi inquestionável, mas a fórmula já está vista... E ao que parece, os responsáveis percebem isso ao encaminharem a história num sentido mais... negro do que as anteriores aparições. É um Tony Stark mais... despido, quer do humor que o caracteriza e de toda a panóplia tecnológica, tendo de recomeçar tudo do 0, ao que se depreende do que se tem visto. E aposta num actor de qualidade como principal antagonista é acertada. Veremos...
Não estou em suspenso à espera de Iron Man 3, embora esteja ansioso, como estou sempre quando se fala em super heróis. Mas como sou Team DC, aguardo com mais expectativa Man of Steel! No entanto, pelo que se viu anteriormente, Iron Man 3, da Team Marvel, é mesmo a não perder...

quarta-feira, março 06, 2013

Música: Pop- A ovelha negra da carreira dos U2?

Ainda em plena década de 70, mais concretamente em 1978, um então jovem baterista, Larry Mulen Jr, colocou um anúncio na sua escola a dizer "musicians wanted". Intrigados com tal proposta, os demais Bono, The Edge e Adam Clayton apareceram. Nasciam os "Feedback"... que passaram a "The Hype" e finalmente, U2. Após muitos ensaios em Dublin, na... cozinha de Larry e uma crescente reputação, graças às apaixonadas actuações, o ano de 1980 assiste ao nascimento oficial da banda com o álbum "Boy", uma bem sucedida estreia. Em 83, a 1ª consagração: o nº 1 da tabela de vendas com o LP "War", que contava com hits como, por exemplo, "New Year's Day". E nos anos 80, o melhor estava para vir... 
Fast forward até meados dos anos 90. Com o estatuto de melhor banda do mundo, arrecadado graças à genialidade e ao avant garde de "Achtung Baby" e "Zooropa", uma chuva de prémios, tours esgotadas, um MTV Movie Award de Banda do Ano por causa de uma música (Hold Me Thrill M Kiss Me Kill Me de 95) e colaborações sectoriais fora da banda (Bono e The Edge escrevem "GoldenEye" para Tina Turner e a dupla Mullen Jr/Clayton compõe o tema principal de Missão: Impossível), chega o impensável, segundo muitos! Quando se pensava que o caminho a seguir seria o de acalmia no tom marcadamente electrónico da banda, surge "Pop" (é favor de clicar play ali ao lado), uma criação que parecia feita para as pistas de dança. Só. "Discotheque", single de avanço denunciou logo o que se seguiria: ritmos dançáveis, teclados, samples, multilayers e tudo mais... Para ajudar à festa, a PopMart Tour!
O álbum foi logo marcado como pela crítica: a banda haviam perdido a noção... Músicas como "Mofo" eram algo de estranho no catálogo dos irlandeses, mesmo olhando ao que passou. Era muita remisturada, muita batida, tudo muito plástico! Não eram os U2. Os mesmos, pelo menos. Aqueles da sensibilidade tocante de "Joshua Tree". À época, eu era um fã incondicional e corri a comprar o cd (outros tempos, estávamos em 1997!). Eu tinha-me habituado a ouvir o estilo 80's da banda, mas não me chocou aquela mixórdia. Por outro lado, achava que era um LP marcadamente... pós-grunge! Passo a explicar. A 2ª metade dos 90's é marcada pela orfandade de Nirvana e Soundgarden. A música rock não era a mesma. Aqueles U2 eram confusos, mas... preenchiam o vazio deixado fim progressivo da genialidade saída de Seattle. "You wanna be the song, be the song that you hear in your head" fazia muito sentido! Era um murro no estômago a abrir o álbum! "Do you feel loved?" era ligeiramente mais suave, com mais baixo, mas guiada pelo electrónico e com uma letra ácida e um refrão bem grave, com a guitarra em fundo...  Quando pensávamos que o volume ia baixar e electrónica em fade, aparece Mofo! Irreconhecível. Só mesmo Bono me garantiu que se tratavam dos U2! Ainda assim, dançável e mesmo... dirty. Era irresistível, o evil twin de "Discotheque", que já era mauzão! Mas não menos ácida ao nível lírico... "If God will send His angels" era mais intimista, mais U2 de antigamente e igualmente excelente. Já "Staring at the Sun" era mais a fugir para "Achtung Baby", sendo se calhar das melhores músicas do álbum. "Last night on Earth" é uma faixa claramente U2, mas claramente com a assinatura deste álbum. Outro ponto alto do álbum "Playboy Mansion", divertido e descomprometido. A fechar, "If you wear that velvet dress" e "Please", fugiam claramente ao tradicional, sendo o electropop intimista, mas nem por isso menos atmosférico! Sobretudo, "Please", que despida dos teclados, lembrava os tempos de "War". Além do alinhamento "normal" do álbum, há os lados B. E aí é a ramboia total! Brutal. Contém os meus mais queridos tesouros de U2. Uma cover de "Happiness is a warm gun" dos Beatles, só que mais dark e complexa. É das minhas músicas favoritas da banda, recomendo vivamente à sua descoberta! "Popmuzik" era o introito da tour. Um espanto visual e sonoro! Se calhar, este "lado" ainda é melhor! O tom sexy de "I'm not your baby" é brutal! E com a presença de Sinead O'Connor...
Pop é dos mais injustamente desprezados álbuns dos 90's! Até os fãs de U2 desconfiam. Mas liricamente, o estilo deles está lá. Fogem aqui e ali, mas se escutarmos com atenção, são os mesmos. Mas com ritmo! E experimentalismo. É brutal! Um golpe de originalidade. Quanto a mim, os "meus" U2, tiveram o seu canto de cisne com este álbum. Aliás, sublinho que a minha fase favorita vai de Joshua Tree a Pop! And all inbetween! Foi uma fase de total liberdade, do não convencional, onde nenhum território ficou por explorar. Foram 10 anos onde os irlandeses se mantiveram na crista da onda, à frente do seu tempo! U2 século XXI pode ser mais rico liricamente, mais homogéneo. Mas ao nível musical, temos 4 músicos da melhor cepa a explorar um género que me é querido, sem limites. Não digo que os últimos trabalhos da banda sejam maus ou irrelevantes, pelo contrário. Eles não sabem fazer mal, mesmo que tentem. Só que... para mim é tudo muito by the book, com laivos de génio aqui e ali, como Vertigo ou Elevation. Bom, por estas duas músicas percebe-se que U2 gosto... São mesmo esses! Não troco este por nenhum dos três últimos álbuns... 

terça-feira, março 05, 2013

Fotografia- Um olhar para a Ponte Vasco da Gama



Inaugurada a 29 de março de 1998, a Ponte Vasco da Gama é a maior ponte da Europa e considerada uma das maiores obras públicas realizadas em Portugal. O nome é atribuído em homenagem às comemorações dos 500 anos da chegada de Vasco da Gama à Índia, em 1498.
Localizada a oriente de Lisboa, no Parque das Nações, a ponte faz a ligação de Sacavém ao Montijo. A sua construção teve como objectivo aliviar o congestionamento de tráfego na Ponte 25 de Abril, sendo uma alternativa à circulação de Sul para Norte, sem entrar na cidade de Lisboa.
Durante o desenvolvimento do projeto de construção da Ponte, foi tido em consideração a preservação do ambiente em que se insere, o Parque Natural do Estuário do Tejo. Deste modo, foi implementado desde o início um programa de proteção ambiental que incluiu a recuperação das Salinas do Samouco, que constituem uma importante área de nidificação de algumas espécies de aves protegidas. Houve ainda a necessidade de realojar cerca de 300 famílias.
A Ponte tem um comprimento total de 17,2 quilómetros, 12,3 dos quais em tabuleiros suspensos sobre o rio Tejo, e foi projetada para suportar velocidades do vento de 250km/h e resistir a um sismo 4,5 vezes mais forte do que o histórico Terramoto de Lisboa, em 1755, sismo estimado em 8,7 na escala de Richter.
A construção da Ponte Vasco da Gama é um reconhecimento Internacional, patente na atribuição do 1º Prémio, em 2000, pela prestigiada Instituição Ibero-Americana de Arquitetura e Engenharia Civil.
(Fotografias e texto de Paula Pires)